terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Black. Um tapa na minha cara.

Como tarefa da disciplina de Educação Especial, assisti ao emocionante filme Black. Ele conta a estória de Michelle McNally, uma menina que nasceu surda e cega. Seus pais não sabem lidar com as suas deficiências e, como última esperança antes de mandá-la para um lugar de reclusão, decidem chamar um professor chamado Debraj Sahai, especializado no ensino de pessoas com necessidades especiais e muito competente, mas cujos métodos não são nem um pouco convencionais. O pai sente-se envergonhado pela deficiência da filha, a mãe tenta superprotegê-la e a irmã sente inveja pois toda atenção e cuidado da família vai para Michelle. Como instruir uma criança que não pode ouvir explicações nem ver coisa alguma?

Ela é considerada violenta e é tratada como um ser sem possibilidade de sentimento nem de conhecimento. O professor Debraj, lutando contra a resistência da família, encontra meios bastante inusitados, mas eficazes de ensinar a menina, que após grandes dificuldades de comunicação e de orientação espacial ingressa na universidade e depois de 40 anos se forma. Nesse meado de tempo, Michelle vai fazendo grandes progressos e criando vínculos muito fortes com Debraj.

Ao final, quando a menina alcança a sua vitória máxima, o professor está em um grau bastante avançado da doença de Alzheimer. Muito debilitado, ele não a reconhece e também não lembra de nada pelo que passaram até chegarem ali. Mas perante a roupa preta de formatura usada pela menina, o velho Debraj relembra o passado.

Nessa cena final, não consegui resistir e fui às lágrimas. Não se trata apenas de um filme a mais. Ele é um Atestado de quanto eu sou um professor e um pai #%&*%*&# pois as vezes me estresso com um simples atraso de linguagem do meu caçula Nicolas de 3 anos. É a Arte mostrando o quanto sou insignificante diante da imensidão da carência humana e da grandiosidade do Altruísmo.

“A vida é um sorvete. Saborei antes de derreter!”

Debraj Sahai

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